2011 será de menores reajustes nos seguros de saúde, diz CNSeg

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O ano de 2010 representou para o segmento de seguros de saúde um menor crescimento nos custos e, para 2011, são esperados reajustes menores nos preços. A análise foi feita hoje pela diretora executiva da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Solange Beatriz Mendes.

“Em 2009, as pessoas recorreram mais aos planos de saúde, com medo de que pudessem perder o plano durante a crise, o que elevou os custos. Já, neste ano, a evolução dos custos foi menor”, explicou a executiva.

Segundo Mendes, são três os fatores que pressionam os custos da saúde no país: a maior longevidade da população brasileira, as mudanças no padrão etário (a população está mais velha) e a incorporação de tecnologias. Isso faz com que a inflação no setor de saúde freqüentemente seja o dobro do Índice de preços ao consumidor (IPC), por exemplo.

“O grande ponto é: como incorporar maior número de pessoas para o sistema, considerando-se esses custos e a renda do brasileiro”, questionou a executiva. Para baratear os produtos oferecidos à população, segundo Solange, as empresas do setor, desde 2009, estão utilizando mecanismos como a oferta de planos de saúde com menos hospitais ou com menor número de prestadores. “Esse tipo de ação tem vindo das próprias empresas, que querem capturar as classes emergentes”, completou.

Outro desafio do setor segurador, segundo defende a CNSeg, é a sua representação no mercado. Segundo o presidente da entidade, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, é necessária a criação de um órgão que atenda às necessidades de desenvolvimento da área, que tem muito espaço para crescer no país.

“Hoje temos a Susep (Superintendência de Seguros Privados) como órgão regulador, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), entre outros. Tudo está muito fragmentado, não tem ninguém que veja o setor como um todo”, criticou o executivo. Segundo ele, cerca de 35% da poupança dos brasileiros é direcionado para o mercado de seguros.

Fonte: Valor Online

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