Fornecimento de medicamentos para Parkinson

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A União e o Estado do Pará apelaram ao TRF-1 em face de sentença da Justiça Federal que os condenou a fornecer medicamentos para tratamento de saúde de uma pessoa portadora da doença de Parkinson.

Para a União, a sentença invadiu a seara privativa da Administração e estabeleceu uma nova política para o fornecimento de medicamentos para tratamento da doença de Parkinson, fato que não pode ser permitido.

De acordo com o Estado do Pará, o fornecimento de qualquer medicação, seja por via judicial ou administrativa, não pode se furtar à existência das políticas ditadas pelas normas que englobam o sistema nacional de saúde.

Em seu relatório, o juiz David Wilson de Abreu mostrou haver jurisprudência do STJ no sentido de que o fornecimento de medicamento para pessoas destituídas de recursos financeiros é de responsabilidade solidária da União, estados-membros e municípios.

O portador da doença de Parkinson alega que é pessoa de vida simples e (...) trabalhou na agricultura e pecuária, como pequeno produtor, sempre com parcos resultados. Também diz que há nove anos passou a sofrer com incessantes tremores que atingem especialmente seus membros do lado direito, além de rigidez muscular e dificuldades de movimentação, debilitando-o severamente para todas as atividades físicas (...), ingressou, então, com pedido junto à Secretaria Municipal de Saúde de Vitória do Xingu/PA para fornecimento gratuito da medicação, fragmentos do voto.

Segundo o magistrado, a sentença está em consonância com o entendimento do STF sobre a matéria. Ele ressaltou, ainda, que o Estado do Pará afirma fornecer gratuitamente medicamentos para portadores da doença de Parkinson, mas que o autor não os recebia porque no seu município não existe central de tratamento da doença.

Proc. n° 200639030029384 - com informações do TRF-1.

Fonte: JusBrasil.

Comentários  

 
# Antonio Carlos Bahia 18-06-2011 11:39
Minha mãe é portadora de parkinson e recebe a medicação sifrol (pramipexol) pelo hospital Barros Barreto, porém quando falta não é tomada nenhuma providencia no sentido de solucionar a falta e não podemos comprar o remédio que tem alto custo, e desde de fevereiro deste ano o hospital não repassa a medicação, que devo fazer. 91-82487930
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# Bruno Lemos 20-06-2011 09:51
Acredito que a melhor solução seria tentar obter este medicamento pela via judicial, através de um processo.

Um abraço,
Bruno Lemos
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