São Paulo oferece medicamento que reduz sequelas do AVC

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A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo tem muito a comemorar nesta sexta-feira, 29, Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC). Há dois anos, cinco grandes hospitais da rede municipal (Ermelino Matarazzo, Tatuapé, Campo Limpo, Jabaquara e do Servido Público) fazem uso do alteplase, um medicamento que reduz as sequelas do AVC isquêmico em até 60%.

"Esse é o único tratamento específico para a doença, que tem alta mortalidade e grande impacto social pelas sequelas. A secretaria é pioneira no uso do alteplase no serviço público do País", afirma o Dr. Domingos Costa Hernandez Júnior, coordenador Municipal de Urgência e Emergência.

Hernandez ressalta que esse tratamento é uma iniciativa da pasta e que a aquisição do remédio, de alto custo, é feita com recursos municipais. "Para cada paciente, são necessárias duas ampolas. O custo de cada uma gira em torno de R$ 1.700", revela.

Saber identificar um AVC e solicitar socorro imediato é o passo mais importante para evitar sequelas graves, independentemente do tipo de tratamento que será adotado. No caso do alteplase, para que o efeito seja potencializado, o paciente deve ser socorrido até 4h30 após o início dos sintomas.

Foi o que aconteceu com o músico Paulo de Tarso, de 52 anos. Ele teve um desmaio após um show e logo foi encaminhado para o Hospital Municipal do Tatuapé. Paulo tinha sofrido um AVC, foi atendido rapidamente e a tomografia identificou a possibilidade de aplicação do alteplase.

Entre os benefícios, o medicamento melhora a qualidade de vida e reduz, de forma significante, a quantidade de sequelas. Apesar de rápida, a aplicação tem de ser minuciosamente acompanhada, e os resultados já podem ser notados uma hora depois. "Os cinco hospitais municipais capacitados dominam toda a tecnologia para a utilização desse remédio", diz Hernandez.

Sintomas

Os sinais do AVC são repentinos e variam de pessoa para pessoa. Os mais comuns são formigamento ou perda de força de um lado do corpo ou de um membro (braços, pernas, mãos ou abertura dos olhos).

Outros indícios são dor de cabeça seguida de vômitos, dificuldade de enxergar, falar ou compreender o que é dito. Os sintomas não são exclusivos de um AVC, mas, uma vez identificados, é fundamental procurar atendimento médico rápido.

Alguns testes podem auxiliar na detecção:

- Verifique se o paciente está com a boca torta e peça para que ele dê um sorriso. Se o rosto permanecer imóvel, pode ser AVC;

- Caso ele reclame de perda de força nos braços, peça para levantar as mãos para o alto. Se não conseguir, fique alerta;

- Fale uma frase e peça para que a pessoa repita. Caso tenha dificuldade, providencie atendimento médico imediatamente.

Alguns passos ajudam a reduzir os riscos:

- Fique atento se você tem diabete, pressão ou colesterol altos;

- Seja ativo: faça exercícios regularmente;

- Evite a obesidade, mantendo uma dieta saudável;

- Limite o consumo de álcool;

- Evite fumar;

- Saiba quais são os sinais de alerta do AVC.

Comentários  

 
# Sandra Luiza 16-05-2011 21:46
O meu marido sofreu um AVC isquêmico há 06 meses, ainda está com as sequelas do lado esquerdo, em especial no membro superior esquerdo, gostaria de saber a possibilidade deste medicamento na rede pública de Santo André ou por convênios médicos.

Grata
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# Bruno Lemos 17-05-2011 12:20
Bom dia Sandra!

Até onde sei, não existe a previsão de fornecimento deste medicamento pelo Município de Santo André.

Mas mesmo sem esta previsão e estando medicamente comprovada a necessidade do medicamento, ele poderia ser judicialmente exigido da União, Estado ou Município.

Um abraço,

Bruno Lemos
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# sebastião leitão 29-07-2011 00:05
eo tive um avc. resente e estou com o braço direito paralizado´ queria saber se tem um remedio para ele volter o normal; agurdo resposta. obrigado.
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# Bruno Lemos 16-08-2011 18:52
Sebastião,

Como advogado, não tenho condições de responder sua dúvida. Te aconselho a consultar um médico especialista no assunto, pois ele poderá te dar todas as informações e indicar os tratamentos apropriados.

Um abraço,
Bruno Lemos
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