Apenas 2% dos planos de saúde têm qualidade de serviços, diz ANS

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Avaliação feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontou, em números, o que o consumidor já percebe, na prática, sempre que precisa ser atendido na rede credenciada por um plano de saúde: na classificação da agência, apenas 2,3% das operadoras do segmento médico-hospitalar alcançaram o melhor nível de qualidade estipulado pela ANS. Ao todo, 23 empresas conseguiram ficar na faixa de 0,80 a 1,00 — a mais alta — do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), elaborado com base em consultas realizadas às empresas em 2009.

Outras 226 operadoras (22,9% do total) ficaram no patamar seguinte, com notas de 0,60 a 0,79. Juntas, as empresas que alcançaram as duas melhores faixas de classificação atendem a 24,8 milhões de beneficiários, ou seja, 59,5% das pessoas que contratam planos de saúde no país. Na comparação com a avaliação realizada pela agência em 2008, houve uma melhora no indicador. Em 2009, 83,4% dos beneficiários eram atendidos por operadoras classificadas com IDSS superior a 0,50; no ano anterior, o percentual de participantes dos planos das operadoras melhor avaliadas era de 76,4%.

Há, entretanto, ainda um número considerável de operadoras nas piores faixas de avaliação: 178 delas, ou 18% do total, alcançaram pontuação de 0,20 a 0,39 e outras 214 (21,6%) foram classificadas entre 0 e 0,19. Essas empresas possuem menos clientes: somadas, elas atendem a 15,6 milhões de brasileiros. Na faixa intermediária — na qual o índice varia entre 0,40 e 0,59 —, encontram-se 348 operadoras (35,2% do total) que atendem a 12,2 milhões de beneficiários (29,3% do total).

As operadoras de planos odontológicos também foram avaliadas. Apenas 26,6% delas receberam classificações nas faixas de 0,60 a 0,79 e de 0,80 a 1,00, grupo responsável por 70,8% dos beneficiários (5,9 milhões de pessoas).

Reajuste

A ANS está fazendo uma rodada de discussão sobre a nova fórmula de reajuste para os planos de saúde individual e familiar. Participante da rodada, a Proteste Associação de Consumidores manifestou preocupação com a falta de avaliação dos possíveis impactos financeiros para os consumidores com a aplicação da nova forma de cálculo. “Não dá para tratar de qualidade se a ANS ainda sequer possui um indicador que revele qual seja a proporção ideal entre o número de segurados de uma empresa e os equipamentos disponíveis”, afirmou a entidade, em comunicado.

Fonte: Portal Uai

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