Sindicato promete entrar com ação contra planos de saúde em Manaus

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Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) promete protocolar, hoje, na Justiça de Trabalho, uma ação por desequilíbrio econômico-financeiro contra os 35 planos de saúde que atuam no Estado, informou, ontem, o presidente da entidade, Mário Viana. Com a medida, o sindicato pretende ‘forçar’ os planos de saúde a negociarem o reajuste dos honorários pagos aos profissionais por cada procedimento realizado.

Em paralelo à ação na Justiça, o Simeam, juntamente com Conselho Regional de Medicina (CRM) e a Associação Médica do Amazonas (AMA), irá promover uma paralisação da categoria na próxima quinta-feira, 7, nos atendimentos realizados em todos os planos de saúde do Estado. “Será uma paralisação de advertência, caso as reivindicações não sejam atendidas, planejamos uma greve por tempo indeterminado para o dia primeiro de junho próximo”, alertou.

O presidente do Simeam afirmou reconhecer que a paralisação pode causar prejuízos aos pacientes, mas  argumenta que o movimento também visa a melhoria do atendimento à população. “As empresas de planos de saúde apresentaram um lucro astronômico nos últimos seis anos e, mesmo assim, se negam a corrigir as tabelas de pagamento dos procedimentos médicos que estão com uma defasagem em quase dez anos”, afirmou Viana.

De acordo com o presidente do Simeam, a entidade, que representa 3 mil médicos, já marcou seis reuniões para negociar o reajuste mas apenas dois dos 35 planos que atuam no Estado compareceram. “Ainda assim, aqueles que compareceram não apresentaram propostas concretas ou que atendam as reivindicações da categoria”, relatou Viana.

Viana explicou que todas as consultas e operações que sejam de urgência, marcadas para o dia da paralisação, não serão realizadas. “Nossa intenção não é prejudicar os pacientes, mas também devemos lutar pelos nossos direitos”, explicou.

A principal reivindicação é o uso da Classificação Brasileira  Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) como referência aos valores pagos aos profissionais. Esta tabela, criada em 2004, estabelece os índices mínimos de preços a serem utilizados nos diversos tipos de convênios.
Segundo o plano de saúde Unimed-Manaus, a paralisação não deve afetar os seus clientes porque ele é uma cooperativa administrada pelos próprios médicos e os lucros são divididos entre eles.

Fonte: D24AM

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